Erguido sobre o templo augusto - o monumento
que Luca e o bom cambiasca aformosearam tanto -
vê-se o ilustre varão, mártir - Fidelis, Santo,
altivo, sobranceiro, ao sol, à chuva e ao vento!
Fita o horizonte. Em frente , o rio, calmo e lento,
suas águas rolando em silencioso canto.
Sobre a cabeça nobre, o azul do firmamento,
sob seus pés, o solo a que prezamos tanto.
Doce consolação da gente sofredora,
da cidade o Patrono, amigo e milagroso,
do mar da nossa crença a barra salvadora!
E Fidélis, assim, solene, reverente,
braços abertos no ar, mostra querer, piedoso,
com aquele gesto largo, abraçar toda gente!
Prisco de Almeida