Quando frei De Luca e Cambiasca
chegaram àquelas plagas
ricas de caça, de pesca e de frutos,
para dizer aos índios comedores de robalo e pitu,
que um dia um idealista barbudo
havia sido crucificado
por lutar contra a opressão,
malocas, vivendo em paz,
sorriam prosperidade.
A catequese foi fácil
graças à docilidade da tribo.
Construíram, no plano, uma igreja
que o Paraíba peregrino,
ao percorrer as ruas da cidade em visitações cíclicas,
jamais penetrou em sua nave
com seu irreverente lava-pés.
Os bailes de gala,
floridos de jovens da terra,
nos salões do Barão de Vila-Flor,
com a presença infalível de Pedro II,
fizeram com que Sua Majestade
assinasse uma lei
elevando a categoria de vila
a vileta modesta
que, pela graça
beleza de suas filhas,
deveria chamar-se para sempre Vila-Flor.
Luís Antônio Pimentel (Miracemense)