
Sobre a onda de shows bancados por meio de emendas parlamentares nos últimos anos, têm causado revoltas em muitas pessoas esclarecidas. Mas, em se tratando dos questionamentos, não se trata de apontar o dedo somente contra os gestores das prefeituras, e sim ao sistema. Todos sabem que, a maioria desses artistas novinhos que surgem da noite para o dia numa produção midiática que fomenta essa indústria da cultura de massa, ela nasceu não é de hoje, e impera desde Maquiavel. “É a cultura do pão e circo”.
O correto seria esses parlamentares que destinam tais verbas para o turismo, já deveriam ficar claramente definidas a aplicação do dinheiro em áreas para fomentar um turismo sociocultural e ambiental, de modo a que cada município apresentasse as suas demandas necessárias para que essa grana fosse investida em um turismo que gerasse receitas efetivas e não com contratações de shows de entretenimento que não vão gerar receitas efetivas de fato para um calendário cultural municipal.
Querem um exemplo?
O horto municipal de São Fidélis está abandonado há décadas e, sem falar que quase foi posto à venda por certas cabeças insanas que estavam na prefeitura e, inclusive, apoiada e aprovada pela maioria dos vereadores. Ainda bem que houve uma grande manifestação popular que impediu com via de uma ação civil pública impetrada no MP que assim barrou a venda.
Após a luta, foi oi realizado um projeto de ponta com profissionais da área ambiental e da área de planejamento e produção de projetos, com custo zero para a prefeitura, e ainda assim, com articulação de empresa para ajudar na revitalização do local, o qual poderia gerar altas receitas no quesito turismo para o município. A época, o valor não chegaria , sequer, em um milhão de reais.
Sendo assim, políticas socioculturais e ambientais não são de interesses dos políticos, assim como obras de saneamento básico porque ficam sob o solo e não aparecem. Não dão votos, que nem obras faraônicas e superfaturadas, que é o que esses políticos do sistema gostam porque assim fica mais mais fácil de serem os valores divididos entre eles. Sem falar que a política de contratação para shows no Brasil não precisa também de licitação. E assim segue o show com a farra das emendas parlamentares em ano de eleição, como sempre na politicagem do “pão e circo”.
Enquanto isso, a cidade continua com esgoto a céu aberto escorrendo pelas vias, o horto sem sua revitalização para que o verdadeiro turismo possa ser fomentado, assim os atores sociais que compõem o movimento da cultural popular dos municípios, em sua maioria, sem apoio com emendas para fomentar os pontos de cultura da cidade.