Bloco Cattleya Fidelensis leva às ruas de São Fidélis um carnaval como processo cultural São Fidélis (RJ) — O carnaval fidelense ganha, em 2026, um novo protagonista nas ruas do centro da cidade. No dia 7 de fevereiro, às 19h, com concentração no Churrasquinho do Teú, acontece o cortejo do Ecobloco Cattleya Fidelensis – Naturália, iniciativa cultural que propõe um carnaval onde arte, memória, ecologia e participação coletiva caminham juntas.
Idealizado pelo Contraforma | Arte & Conceito, o Cattleya Fidelensis se consolida como um projeto cultural que ultrapassa a lógica do desfile pontual. Após uma série de encontros preparatórios — que incluíram o lançamento da marchinha e ensaios abertos — o bloco ocupa agora o espaço público com o Cortejo da Naturália, afirmando o carnaval como território de criação compartilhada, pertencimento e valorização da identidade local.
A trilha do cortejo é conduzida pela marchinha oficial do bloco, poeticamente apelidada de “marcha-flor”, com letra de Cláudio Valente e música de Vicente de Paula. A canção presta homenagem à Cattleya fidelensis, orquídea endêmica da região de São Fidélis, considerada extinta na natureza desde a década de 1940. O refrão evoca o mistério em torno do local exato onde a flor foi encontrada — um saber perdido com seu descobridor, mas preservado na memória simbólica da cidade.
Sob o conceito Naturália, o bloco convida a população a “vestir-se de natureza”, articulando a inventividade do carnaval de rua tradicional a uma consciência ecológica contemporânea. As fantasias privilegiam elementos naturais, reaproveitados e biodegradáveis, rejeitando o uso de plásticos descartáveis e materiais poluentes. Mais do que uma proposta estética, trata-se de uma posição ética: brincar sem agredir o território.
O Bloco Cattleya Fidelensis é realizado em rede, reunindo Grupo Produzir Sentidos, Reisenha Produção Cultural, C. Valente Produções, Teia2H, Gustavo Polycarpo, Viveiro Cultivando Raízes, Orquidário Vale Fidelensis e Hotel São José, além de artistas, educadores e fazedores de cultura locais.
Mais do que uma homenagem à flora regional, o Cattleya Fidelensis afirma um gesto coletivo: transformar memória em canto, território em festa e cultura em encontro. Um carnaval que passa, mas deixa raízes.
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