A abertura da novena e missa em prol dos festejos do padroeiro São Fidélis de Sigmaringa, realizada na noite de terceira-feira (15), contou com fato marcantes que entrará para história dos festejos da tradicional festa de São Fidélis, o qual foi o translado dos restos mortais dos fundadores da cidade, os italianos e franciscanos – frei Ângelo Maria de Lucca e frei Victório de Cambiasca. Durante a homilia, padre Gilberto ressaltou que desde que assumiu a administração da Matriz, pensou em realizar o translado, tendo em vista a importância não somente histórica, mas, sobretudo, pelo legado que ambos contribuíram para a história consagrada da cidade.
Reinava no Rio de Janeiro, em 1781, o décimo segundo Vice-rei do Brasil, D. Luiz de Vasconcellos e Souza, quando dois missionários apostólicos Capuchinhos, Pe. Frei Vitorio de Cambiasca – nasceu em 1750, ingressou na Ordem em 1768, veio para o Rio em 1778, foi Prefeito em 1799 e faleceu em São Fidélis em 1 de setembro de 1815 – e Pe. Frei Angelo Maria de Lucca que veio para o Brasil em 1780 e faleceu em São Fidélis no dia 26 de maio de 1811 – foram enviados aos arredores da Vila de São Salvador dos Campos dos Goitacás, onde, um século antes, seus confrades franceses haviam, com êxito, catequizado silvícolas da tribo dos Guarulhos.
Levavam mandato do Revmo. Pe. Frei António de Veneza, prefeito apostólico dos Missionários Capuchinhos, e a bênção do Exmo. Diocesano, Dom José Joaquim Justiniano Mascarenhas Castelo Branco, com o apoio do Vice-rei, a fim de reunir e assistir aos índios que viviam errando nas matas e tinham pedido assistência. (P. Frei Jacinto de Palazzolo)
Por Nelzimar Lacerda



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