O sábado à noite foi marcado com um duplo concerto musical no centro, bem no entorno do monumento do Santuário São Fidélis de Sigmaringa, quando o público presente pôde se emocionar e aplaudir de pé as apresentações da escola de música ‘Amor de Índio’ administrada há décadas pela professora Celia Furtado, missão cultural esta herdada pelo DNA do seu falecido pai, ‘Índio do bandolim’. Na ocasião, os alunos de Célia deram um show de apresentação.
Logo após ‘Amor de Índio’ concluir sua apresentação, entra em cena o concerto da Associação Musical 22 de Outubro que completou 109 anos – dia 22 de outubro. E foi aquela apresentação de causar alegria, dançante e emocionante com um repertório de chamar a atenção. Apesar da banda ainda enfrentar algumas dificuldades por falta de uma diretoria renovada de modo a fortalecer com a propositura de um projeto efetivo para a manutenção da banda que, sequer, não conta com nenhuma subvenção seja por parte do poder público ou privado, a não ser alguns patrocínios cuja maestrina Neidnéa Sardinha, considerada uma guerreira que, há anos, contribui com sua arte de ensinar adolescentes que pela banda passam/passaram, quando assim recebe apenas R$300,00 do atual quadro da diretoria que dão seu próprio jeito para custear simbolicamente, para que ela possa manter conjuntamente com outro professor que é conhecido por Tom.
Assim sendo, o grau da emoção ganhou forte depoimento e engajamento de uma mãe de alunos da maestrina ao fazer uma homenagem emocionante para ela, levando-a às lágrima e demais alguns que conhecem de perto a história de Neidnéa e as dificuldades pelas quais passa por sequer, ter uma residência que possa lhe oferecer uma melhor comodidade porque precisa ser concluída as obras, ou seja, a residência é muito humilde. Daí uma campanha através de uma vaquinha online será realizada para que ela possa conseguir algum recurso financeiro para pelo menos poder reformar sua pequena residência.
História
Fundada em 1916 a partir de um movimento de músicos importantes da época, após o término da Sociedade Musical Euterpe Comercial. Pela vontade de triunfar, o jovem Antônio Coelho, foi quem reuniu o maior número de rapazes para que a composição oficial da banda fosse feita e registrada. Apoiado pelo maestro cubano, Francisco Lucas Duchesne, primeiro maestro da Banda 22 de outubro, que sugeriu tal nome para o batismo da banda em homenagem ao seu ex-aluno e grande músico flautista, Patápio Silva, que nasceu no dia 22 de outubro de 1880 na cidade de Itaocara (quando esta ainda era distrito de São Fidélis), e morreu aos 27 anos de idade em 1907 na cidade de Florianópolis – SC.
Atualmente, a Banda 22 de outubro vem atravessando dificuldades, mas continua sendo regida pelo espírito da boa vontade de alguns músicos para a arte musical não seja interrompida


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