Nascido em Volta Redonda, porém com laços parentescos no 3º distrito/Pureza, Júnior Cortes tem sido um amigo correspondente da revista eletrônica SF RJ no contexto referente à sua inspiração e gosto pela pesquisa, principalmente em relação à história sobre a árvore genealógica do próprio sobrenome Cortes, com raízes em Portugal. Residente há oito anos em Portugal, Júnior tem se dedicado além de sua vida profissional no país, mas, por ser movido pela pesquisa e curiosidade, sempre aproveita o tempo que sobra para se dedicar à pesquisa, leituras e visitas aos museus europeus.
Sendo assim, o envio de algumas imagens da freguesia de Cortes contribui muito para um mergulho na história cuja influência do processo da colonização de São Fidélis tem haver. Júnior também é primo de Arnaldo Cortes (que reside na Itália). A aldeia de Cortes em Portugal localiza-se em Leiria – onde a história de Cortes começa, além da existência de Cortes também na zona sul de Portugal no Alentejo, e ao pé da serra Estrela (onde neva em Portugal).





História de Cortes
Remontando à origem do topónimo Cortes, é aceitar suposições de um autor do século XIX que, pegando em elementos aqui e ali, construíu a sua própria história que nunca ninguém se atreveu a pôr em causa, mas que é, contudo, facilmente desmontável.
Igualmente sem fundamento é a versão segundo a qual o topónimo Cortes se deve ao facto de as Cortes de Leiria (pronunciar côrtes) se poderem ter realizado justamente nas Cortes (pronunciar córtes). Estudiosos e historiadores já há muito assentaram que tal evento decorreu no Paço Real, junto da igreja de S. Pedro, nas imediações do castelo de Leiria.
Pela interpretação ponderada e sistemática dos documentos até agora encontrados, os especialistas inclinam-se para a significação de Cortes como sendo terras de cultura ou herdades, estrutura agrícola típica do vale fértil de um rio que desde sempre atraíu gente de importantes cabedais. A elite social da região, próxima da corte régia, não hesitava mesmo em adoptar Cortes como apelido, como se pode constatar em documentos de meados do século XV.
A festa da padroeira, Nossa Senhora da Gaiola, realiza-se anualmente no 1º Domingo de Maio, sendo tradição imemorial. A Carta Régia de D. João III, de 31 de Maio de 1542, concedendo licença aos moradores das Cortes para realizarem e pedirem para o Bodo, estabelecendo os critérios de distribuição das esmolas, fala deste costume como sendo de “antigamente”.
O terramoto de 1755 abalou a igreja e algumas capelas da freguesia, mas não causou prejuízos de monta, a não ser na capela de Santa Bárbara da Amoreira, e não havendo notícias de outros factos danosos, a não ser o de as águas do rio terem voltado para trás, tal a força do abalo.
O rio Lis, que nasce nas Fontes, é a alma viva desta terra, irrigando as suas terras e inspirando várias gerações de poetas. Como ex-libris das Cortes ficou a nora de tirar água, com os seus alcatruzes e andamento amodorrado, figurando como motivo central do brasão local. A paisagem é revestida essencialmente de vinhedos, pomares e mata de pinhais.
A nascente fica o miradouro serrano da Senhora do Monte, com a sua capela quinhentista sobressaíndo do Pé-da-Cabeça-do-Bom-Dia, à espreita do mar que, em dias luminosos, se avista de longe.
Publicado por: UF de Leiria, Pousos, Barreira e Cortes
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